Médica de Guilherme Kalel fala sobre necessidade de medicação de alto custo
Jornalista precisa de droga que custa R$ 11 Mil cada dose
Por Kester 10 G
17/08/2017
Na tarde desta quarta-feira, 16, a médica Mariana Hassan, responsável pelos tratamentos médicos do Presidente Kester, Jornalista Guilherme Kalel, recebeu o Grupo Kester para uma conversa.
A pauta, entender um pouco melhor as necessidades de Kalel, referentes a medicação Sorilis.
A droga que é importada da Europa, se tornou um dos principais temas de reportagens no Portal Kester, desde 8 de agosto, quando foi receitada ao Jornalista.
Dra. Mariana explicou, que em março de 2017, por causa de seus problemas de saúde, Guilherme desenvolveu uma infecção bacteriana no pâncreas.
A infecção foi combatida com uso de antibióticos, mas os convencionais não foram suficientes pois se tratava de uma bactéria resistente.
Apesar de usar uma medicação de alto custo e de tomar 17 injeções, de março a julho, o resultado não foi como o esperado.
"O paciente não respondeu bem ao tratamento, por causa de suas outras condições já existentes."
A médica explicou, que os problemas cardíacos, o Diabetes e o tumor cerebral, foram fatores preponderantes para deixarem Guilherme Kalel mais vulnerável, e para que o tratamento não saísse como planejado.
A infecção então começou a se espalhar e a bactéria atingiu outras partes do corpo, inclusive o sangue.
"A infecção começou a se espalhar, porque a bactéria passou a viajar na corrente sanguínea, e começou a prejudicar as células do sangue", destacou a médica.
No começo de agosto, os médicos diagnosticaram então, que a infecção causou uma deficiência nos Glóbulos Vermelhos do sangue do paciente.
Isso derruba a imunidade e aumenta as chances da infecção se generalizar, ou seja, se espalhar para o corpo todo.
"Ela vai gerando uma série de complicações, anemias cada vez mais profundas", disse Dra. Mariana.
Há alguns anos atrás, nada poderia ser feito para tentar barrar este tipo de problema, que levava o paciente a morte.
Hoje, é possível se lutar contra a deficiência e em alguns casos até reverter a situação.
Mas para isso, depende-se exclusivamente de uma única droga, a Sorilis.
Feita na Europa, a injeção é de alto custo e tem valor de R$ 11 Mil cada ampola, já convertida a moeda brasileira.
Infelizmente, nem um plano de saúde no Brasil, cobre tal despesa.
Mesmo porque, a injeção é considerada medicação para se aplicar em tratamento de casa, apesar de ser ministrada por médicos dentro de unidade hospitalar.
Pelos cálculos médicos, são necessárias duas injeções para o tratamento de Kalel, a cada mês, por um período de 24 meses.
O tratamento prolongado é o único garantido para tentar reverter a situação, frear as infecções e permitir com que Guilherme dê continuidade a outros tratamentos médicos que ele faz, contra outros problemas de saúde.
Na prática, esses cálculos representam um gasto de R$ 22 Mil mensais, ou de aproximadamente R$ 528 Mil ao longo de 2 anos de tratamentos.
Guilherme Kalel, não dispõe desses recursos, e precisa conseguir isso se quiser o remédio e uma chance para melhorar.
Ingressou com uma ação judicial contra a União, pedindo que o governo o custeasse o medicamento.
Em um pedido liminar, a advogada do Jornalista, Mariana Monary, pediu ao Juiz que concedesse uma tutela antecipada para que o governo comprasse imediatamente a medicação, antes do mérito ser julgado.
O Magistrado negou-se. Diante a crise e as informações que são novas referentes a medicação solicitada, ele preferiu julgar o mérito e também pedir que Kalel fosse submetido a uma perícia.
Este perito é quem vai fazer um parecer ao Juiz, para falar se há ou não necessidade do uso da medicação, mesmo que no processo hajam laudos dos médicos de Kalel, atestando sua necessidade.
Diante a decisão negativa, Guilherme recorreu ao Tribunal Regional Federal.
A expectativa era conseguir derrubar a sentença do Juiz, e conseguir a liminar em Segunda Instância.
Não deu certo. Nesta quarta-feira, 16, o Tribunal também negou provimento ao recurso e manteve o caso para ser julgado pelo mérito.
Com isso, Guilherme ainda não conseguiu iniciar o tratamento.
Para Dra. Mariana Hassan, cada tempo perdido é essencial para representar a piora ou melhora do quadro do paciente.
A médica entende que a medicação é de alto custo, e que o governo brasileiro passa por situação delicada no que se refere ao campo financeiro, mas reitera que se houvessem outras alternativas vigentes, não hesitaria em passa-las.
"Não é que queremos polêmica, não é que queremos ofertar uma coisa surreal, o problema é que neste caso, não há o que fazer. O paciente necessita da medicação, e é urgente", destacou.
Outros casos
Guilherme Kalel, não é o único paciente no Brasil a precisar da droga Sorilis.
Segundo o apurado pela Reportagem de Kester 10 G, há outras pessoas que necessitam da medicação.
Em um levantamento realizado, pôde se averiguar que existem de 2015 até agora, agosto de 2017, outros pelo menos 10 casos, de pacientes que aguardam julgamentos em Tribunais de Justiça para conseguirem a medicação.